segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Meus animais


Animais são seres maravilhosos! Desde pequena eu gosto de observá-los e, claro, interagir com eles.

Em casa nós sempre tínhamos algum bichinho. Lembro das histórias que me contavam de um cachorro vira-lata chamado Calube: peralta, inteligente e sempre aprontando alguma: pulava o muro, puxava as roupas do varal, fugia todo feliz para a rua. Não era um cão que gostava de ficar em casa. Ele merecia algo melhor: foi doado para um conhecido e viveu seus dias aprontando todas em um sítio. Só assim ele deu sossego à minha mãe.

Nossa família sempre gostou de animais exóticos. Tínhamos um galo de estimação.Quase normal, mas era um ex-galo de briga, que carinhosamente apelidei de Tubarão, pois sempre me disseram que ele só gostava do meu pai e atacava qualquer um que se aventurasse a entrar em seu território. Não sei o que aconteceu ao galo, deve ter morrido de velhice…

Meu pai também criava pássaros, não me lembro quais espécies, mas rolinhas eu tenho certeza que tinha. Todo fim de semana ele limpava as gaiolas e eu o ajudava. Uma das rolinhas parecia bem velhinha, tinha um bico encurvado e ficava sempre quietinha. Meu pai pedia para que eu a segurasse enquanto ele limpava a gaiola dela. Eu adorava ficar com aquele serzinho pequeno e assustado em minhas mãos e todos os dias eu dava uma espiadinha nesse passarinho. Num fim de semana, como de costume, depois de tomar meu café da manhã eu fui ver a rolinha. Entrei na casa da frente, peguei uma cadeira, subi e quando olhei dentro da gaiola vi uma cena trágica que nunca vou esquecer: Havia um rato comendo a pobrezinha! Seu pescoço ensanguentado, a cabeça separada do corpinho, penas espalhadas…Pensei: o que devo fazer? Gritar. Gritei pelo meu pai, desci da cadeira e corri para contar o que havia acontecido. Não lembro de ter chorado. Relembro a cena com uma certa amargura, mas precisava registrar para a posteridade: a criança, a rolinha e o rato.

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